E acostumou-se à sua tirania,
Que, se a princípio parecia rude,
Suave agora me habita o coração.
Assim, quando me tira tanto as forças
Que os espíritos vejo me fugirem,
Então a minha frágil alma sinto
Tão doce, que o meu rosto empalidece,
Pois Amor tem em mim tanto poder
Que faz os meus suspiros me deixarem
E saírem chamando
A minha amada, para dar-me alento.
Onde quer que eu a veja, tal sucede,
E é coisa tão humil que não se crê.
(Dante Alighieri)
(Dante e Beatriz, John Waterhouse)
Dante Alighieri (1265-1321) nasceu em Florença, de uma família de baixa nobreza. Foi soldado, político e poeta. Na verdade, muitas informações sobre sua educação, sua família e suas opiniões são apenas suposições.
Algumas de suas obras foram a " A Divina Comédia" ( considerada sua obra prima), "Da Monarquia", "O Convívio" e "Vida Nova" (obra da qual extraí o poema acima).
Ao se traçar uma biografia de Dante, é importantíssimo falarmos de Beatriz Portinari: em 1289, aos nove anos, Dante vê Beatriz e apaixona-se perdidamente, tornando a vê-la só anos mais tarde, quando ela passará a ser a musa inspiradora de sua poesia. Os versos da "Vida Nova" são dedicados à sua amada. Já na "Divina Comédia", é Beatriz que guiará Dante pelo Paraíso (o que consiste numa metáfora: quem melhor que a amada do poeta para "guiá-lo pelo Paraíso"?).
Entretanto, o amor de Dante nunca pôde ser concretizado: no seu tempo (Idade Média), o casamento era motivado principalmente por alianças políticas entre famílias. Desde os doze anos, Dante já sabia que deveria se casar com uma moça da família Donati. A própria Beatriz se casou com o banqueiro Simone dei Bardi.
Beatriz, mulher de outro, está presente em todos os versos de Dante; sua esposa e filhos sequer são mencionados em sua obra. Isto resultou num dos maiores adultérios espirituais da história da literatura.
Em 1290, Beatriz falece repentinamente, deixando Dante inconsolável. Mesmo após a morte da amada, o poeta nunca deixa de amá-la, e ela permanece em sua obra.
Algumas de suas obras foram a " A Divina Comédia" ( considerada sua obra prima), "Da Monarquia", "O Convívio" e "Vida Nova" (obra da qual extraí o poema acima).
Ao se traçar uma biografia de Dante, é importantíssimo falarmos de Beatriz Portinari: em 1289, aos nove anos, Dante vê Beatriz e apaixona-se perdidamente, tornando a vê-la só anos mais tarde, quando ela passará a ser a musa inspiradora de sua poesia. Os versos da "Vida Nova" são dedicados à sua amada. Já na "Divina Comédia", é Beatriz que guiará Dante pelo Paraíso (o que consiste numa metáfora: quem melhor que a amada do poeta para "guiá-lo pelo Paraíso"?).
Entretanto, o amor de Dante nunca pôde ser concretizado: no seu tempo (Idade Média), o casamento era motivado principalmente por alianças políticas entre famílias. Desde os doze anos, Dante já sabia que deveria se casar com uma moça da família Donati. A própria Beatriz se casou com o banqueiro Simone dei Bardi.
Beatriz, mulher de outro, está presente em todos os versos de Dante; sua esposa e filhos sequer são mencionados em sua obra. Isto resultou num dos maiores adultérios espirituais da história da literatura.
Em 1290, Beatriz falece repentinamente, deixando Dante inconsolável. Mesmo após a morte da amada, o poeta nunca deixa de amá-la, e ela permanece em sua obra.
